JONES DARK O NEGRÃO SORRISO

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quinta-feira, 4 de março de 2010

PROJETO TAMAR E SUA HISTÓRIA PELO BRASIL.


História do projeto Tamar.

As tartarugas marinhas foram incluídas na lista de espécies ameaçadas de extinção no início da década de 70, não existiam, porém, trabalhos de conservação marinha no País.

Só com as primeiras denúncias sobre a matança de fêmeas e coleta de ovos nas praias do Nordeste, a ameaça ganhou repercussão internacional e espaço dentro do governo brasileiro. Assim, em 1978 são realizadas as primeiras expedições a Fernando de Noronha, Atol das Rocas e Abrolhos, para desbravar áreas remotas. E já em 1980, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (IBDF) decide criar o Projeto Tamar, para salvar e proteger as tartarugas do Brasil. Pesquisadores levaram então cerca de dois anos percorrendo o litoral brasileiro para a identificação das espécies, locais de desova e exploração. Houve, inclusive, uma caravana, batizada de Rolidei (como no filme Bye Bye Brasil) que registrou dados e documentou com fotos e vídeos. As primeiras imagens da desova das tartarugas foram gravadas nessa caravana,

O trabalho de conservação e monitoramento da temporada reprodutiva começou pela Bahia (Praia do Forte), Espírito Santo (Comboios) e Sergipe (Pirambú), mas o avanço na dimensão dos esforços do projeto veio com o patrocínio da
Petrobras, em 1983. A empresa adotou a idéia do Tamar, passando, desde então, a financiar desde o combustível dos jipes à contratação de pescadores e estagiários, além de patrocinar centenas de atividades nas 22 bases do projeto, que se baseiam na pesquisa aplicada, educação ambiental e desenvolvimento local, com a participação de cerca de 1,2 mil pessoas, entre funcionários e voluntários.
Moradores ajudam na remoção de ovos de tartarugas
Imagem cedida pelo Projeto Tamar

A auto-sustentação e a captação de recursos do Tamar juntou-se à iniciativa privada e agências financiadoras, impulsionada pela criação da Fundação Pró-TAMAR em 1988, entidade sem fins lucrativos que apóia a área administrativa e técnica do projeto. Com isso, um terço do orçamento do Tamar é oriundo hoje da auto-sustentação, ou seja, da venda de produtos da marca e do turismo nas bases. Mais de 1 milhão de pessoas visitam o projeto todos os anos, orientados por uma rede de 150 estagiários, que são os multiplicadores dos conhecimentos adquiridos sobre as tartarugas e seu ambiente natural.





Pesquisador coloca etiqueta de identificação em tartaruga adulta
Imagem cedida pelo Projeto Tamar

Na prática, os resultados para a conservação foram graduais: em 1992 foram protegidos e liberados ao mar 1 milhão de filhotes; em 1999 esse número chegou a 3 milhões de filhotes; e em 2007 atingiu 8 milhões de tartaruguinhas libertadas ao mar. Apesar da aplicação de técnicas pioneiras de conservação, o Tamar faz uso da estratégia de divulgação de ‘espécies-bandeira’, quando é eleita uma espécie ameaçada de extinção como carro-chefe da campanha. No caso do SOS Mata Atlântica, a campanha é feita com o mico-leão dourado. A tática ajuda a conscientização da conservação do ambiente marinho e costeiro como um todo, além de sensibilizar e promover o envolvimento comunitário como parte da questão biológica.

A partir do conceito de que as tartarugas marinhas valem mais vivas do que mortas, incluindo a geração de serviços e renda, o projeto conquistou indicadores de sucesso na conservação:

• diminuição contínua do número de desovas transferidas, ou seja, mais de 70% dos ninhos permanecem hoje em seu local original, sem manipulação dos ovos, ou seja, sem precisar transferi-los para locais mais protegidos;
• aplicação de técnicas de reanimação dos animais afogados pelos próprios pescadores,
• diminuição das capturas para o consumo da carne;
• recorde dos oito milhões de filhotes protegidos e soltos no mar para viver em liberdade (número de 2007).

Projetos pelo mundo

Além do Brasil, vários outros países têm projetos semelhantes de monitoramento e preservação das tartarugas, afinal elas estão espalhadas pelos litorais e percorrem milhares de quilômetros durante seu ciclo de vida. Há projetos nas Américas Central e do Norte, Oceania e África. Para conheço acesse os endereços que estão na página de mais informações.

http://ambiente.hsw.uol.com.br/projeto-tamar1.htm

4 comentários:

  1. MUITO LEGAL, SEMPRE OUVI FLAR MAS NÃO CONHECIA.
    JÚNIOR
    SANTA FE

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  2. TEMOS QUE CUIDADE DE NOSSAS RIQUESAS SEMPRE.
    pARANAVAI
    SAMARA

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  3. sou sua fã e doid par te conhecer.
    vc é o homem de minha vida!!!
    quero te conhecer.
    marilda Soares.
    sarandi

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  4. seu blog é senssacional!
    gosto muito de passar aqui.
    beijos
    Suh

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