
Reciclar Isopor
Pérolas de EPS
Esse produto é realmente um grande problema ambiental. É produzido a partir de um derivado do petróleo, o benzeno, que é cancerígeno.
O benzeno por sua vez, é convertido em estireno e este finalmente é injetado com gases que lhe dão a consistência de espuma.
Os gases mais comumente usados são os CFC's.
O isopor leva em média 500 anos para se decompor em ambiente natural. Por isso é importante que as pessoas se conscientizem e lutem para a eliminação dessas substâncias.
Recentemente um grupo de pesquisa da UNICAMP desenvolveu uma bioespuma produzida a partir de óleo de mamona, cana-de-açúcar e amido de milho que se decompõe em 2 anos e meio.
Mas enquanto essa bioespuma não entra no mercado devemos estar atentos.

Fluxograma de reciclagem mecânica do Isopor
Fonte: www.profrios.hpg.ig.com.br
Embalagem para Alimentos
Um dos vilões do lixo por ocupar muito espaço nos aterros sanitários, o EPS - também conhecido como isopor - vem sendo reciclado graças a um projeto catarinense.
Um acordo entre a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e a empresa joinvilense Termotécnica está reciclando parte do material produzido no Estado, depois de mais de um ano de pesquisas nos laboratórios do departamento de engenharia química e de alimentos da universidade. "Estamos fazendo desse lixo um novo produto", explica o professor Ricardo Antônio Francisco Machado, coordenador do projeto.
Havia alguns anos, o isopor era considerado o vilão ambiental por ter em sua composição o temível gás clorofluorcarbono (CFC), maior agressor da camada de ozônio. Hoje, esse gás já foi substituído por outro componente, o isômero de pentano, mas o EPS continua sendo um dos responsáveis pelo entupimento dos lixões e aterros sanitários. Outra dificuldade é o transporte: um caminhão baú, por exemplo, só consegue transportar 190 quilos de EPS, tornando a reciclagem praticamente inviável. No Brasil se produz 40 mil toneladas de EPS e grande parte vai parar nos lixões.
O primeiro desafio dos pesquisadores era encontrar uma maneira de reduzir o volume do isopor. A equipe desenvolveu um equipamento para aglomerar o material, facilitando o transporte e diminuindo os custos. A segunda parte do projeto era saber o que fazer com o EPS. Como é um produto inerte (sofre poucas alterações ao longo do tempo) e não pode ser reutilizado para embalagens de alimentos, o desafio era transformar o antigo isopor em um novo isopor. E isso foi conseguido: hoje os pesquisadores mantêm uma fórmula de 20% do isopor velho mais 80% de estireno, formando um novo EPS. A descoberta de que a reciclagem do isopor não era tão difícil foi fruto de um trabalho de 20 pesquisadores, entre químicos, engenheiros e técnicos de laboratório. O projeto está sendo benéfico para os dois lados: a universidade recebe investimentos privados e abre mercado de estágio para seus alunos, enquanto a empresa utiliza o know-how para se tornar a primeira do Brasil a reciclar o EPS. "Ganha o meio ambiente, ganha a universidade, ganha a empresa.
Além disso, os alunos têm a oportunidade de desenvolver tecnologia aplicada", explica Machado.
Além da reciclagem como matéria-prima, o EPS já está se tornando útil em outras áreas produtivas. Em Curitiba funciona uma usina que utiliza o isopor na construção civil. O produto substitui a pedra britada na fabricação de concreto leve (mistura de cimento, areia, cola e isopor). O EPS também será utilizado no processo de compostagem no solo em outro projeto desenvolvido na capital paranaense. "É fundamental conscientizar a população de que o isopor não é um produto poluente e que existem soluções fáceis para seu reaproveitamento", diz o diretor da Termotécnica e presidente Associação Brasileira de Poliestireno Expandido (Abrapex), Albano Schmidt.
Fonte: www.setorreciclagem.com.br
Jones.
ResponderExcluirParabéns pelo site. Show!!
A matéria do isopor é muito boa. Ele é um grande problemas mabiental mesmo.
Outro vilão é a bituca do cigarro.
Gostaria que você conecesse o PROGRAMA BITUCA ZERO de coleta e reciclagem de bitucas.
Criado pela Ecocity Soluções Ambientais, ele é um programa educacional com foco na gestão ambiental.
O BITUCA ZERO é 100% Paranaense e este mês lançamos o primeiro coletor de bitucas 100% sustentável no mundo.
Quero convida-lo a conhecer nosso trabalho no site:
www.ecocitybrasil.blogspot.com
Um grande abraço e sucesso.
Roberto Façanha
Obrigado Roberto pela dica,,estarei postanto sobre este assunto sim
ResponderExcluirótima dica!!
abraços!